<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790</id><updated>2011-12-14T01:56:47.192-02:00</updated><title type='text'>dezemponto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-3786569266028537790</id><published>2011-09-14T16:02:00.012-03:00</published><updated>2011-09-14T16:52:50.455-03:00</updated><title type='text'>W.E.</title><content type='html'>depois daquelas vezes todas teve a vez de uma sereia tão pequena para um mar de bolinhas de coca-cola, no sol de uma tarde que parecia manhã. teve leezão antes disso, laço em uma das sete cabeças do VHS, com café bem forte pra enxaguar a boca do gosto de hortelã de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as últimas vezes são às vezes na minha, às vezes nas suas, às vezes com rosa púrpura, com purpurina, mas sem cairo. teve almoço às sextas-feiras, às vezes de gravata, jantar ao amanhecer, às vezes café sem cafeína, sem cinema, sorvete ao sol, às vezes derretido, melancolia à sombra e a música do ano. teve autógrafo na televisão, teve um monte de gente da televisão deitada na cama do andy, sem madonna, e seis vezes em seis meses de pequenos vidros que brilharam no escuro, como monitores de plasma, de água do mar jogada de volta ao mar de volta ao mar de volta ao mar, águas profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve visitas semestrais, algumas vezes menos, algumas vezes mais. algumas vezes era só por telefone, disque m. agora tem vertigem na sala do apartamento cento e onze enquanto  sean penn sapateia seus olhos azuis no apartamento onze. teve filme preto e branco e vontade de pegar um trem em tecnicolor, rumo a pleaseantville.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nós não íamos ao cinema de novo e não acho isso de todo mal, sabe? a gente sempre escolhe filmes cheios de dúvida, eu durmo de roupa e duvido quem nunca, são cabeças demais à frente demais, cabeças sem final demais. afinal, o cinema é mais como uma desculpa, às vezes, uma boa desculpa. e se não vamos mais tanto ao cinema, já não precisamos mais desse tipo de desculpa. talvez seja bom ver as outras vezes que não a vez do filme da vez, ou talvez fosse bom nós irmos mais ao teatro. sempre é bom só te ver e essas outras vezes sem cinema são, na realidade, a melhor ficção que se poderia imaginar. e embora tenham tido vezes das quais não me lembre de muito, eu lembro muito de você toda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rebobine, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;então teve a vez do anel no dedo em que assistimos ao filme do lado de fora, a vez que ficamos para fora e a vez que você foi ao cinema e eu não. teve a vez em que almoçamos juntos na grécia, e depois andamos muito para procurar uma carteira que eu não consegui encontrar. teve vasos e fios, e cafés e ciúmes antes disso. teve também a outra vez, com calamares marinados em que ficamos ilhados por mares calados. teve a vez em que viajamos de atenas para nova iorque em poltronas legais de couro sintético da primeira classe. teve a vez de muito calor e medo do que viria, até encontrarmos uma raspadinha premiada logo ali na esquina que vendia suco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez que você ia embora de novo. e a vez que vimos de novo aquela juventude sônica passar. dessa vez juntos, mas ainda sem banquinhos de lontra. teve a vez que você estava cercada de muitos abraços, pendurando sombras gigantescas em pequenas paredes, com sapato de crocodilo e louvores. depois disso, teve um coquetel anual de parabéns e mais um ano com muitas crianças caminhando, linguagem do gesto e sinais de cansaço nas aulas de karatê. foi aí que a gravata começou a apertar, só percebi depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve as duas vezes que nos dependuramos por dias em rodapés da sala e nem vimos quem entrava ou saia. teve aquela vez do clark kent metrossexual naquele ano novo fora de época que não tinha fim. o super-homem apareceu quando eu tive que engolir segredos ao invés de hambúrguer e teve a vez em que comemos uma porção de batatas à três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez que te visitei com uma sombra do que estaria por vir.&lt;br /&gt;e teve a vez que visitamos a isabella rosselini vestida de cortina azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a vez que quisemos ter um filho na califórnia, mas não nos deixaram por causa da censura indicativa. a vez em que atravessamos o canal da mancha a nado com memórias salgadas. teve a vez que você me deu um bolo, teve as vezes que eu dei bolo. você é um doce, e acho que por isso eu tenho medo quando esbraveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve aquela vez que abandonamos o barco para tomar um lambrusco, e depois de ficar da cor do vinho, te acompanhei até o metro por caminhos que não tinham fim. e teve outra vez em que me perdi por um outro caminho sem fim, só para ver uma menina linda que comia listas telefônicas. minha sorte foi estar acompanhado por um coelho que deixava jujubas por onde passávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez que eu quis tanto que você voltasse, e você voltou me trazendo um cavalo cintilante que morreu, mas continua a galopar em compassos esparsos. eu que primeiro te dei um cavalo cintilante, mas isso foi bem antes dessa vez, naquele dia que eu precisava que você me salvasse do perigo iminentemente prateado. eu lembro querer que você tivesse fitas cassete portáteis de alta fidelidade, me desculpe se elas não funcionaram muito bem. teve também a vez em que as pessoas eram estranhas, mas tinha um castelo nas índias, bollywood sem cinema, uma cara furada e uma veia saltada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tiveram algumas outras vezes em meio a essas todas, em que houve uma mesma música que parecia la bamba, sobre um metrô que ainda não existia, com voz adocicada e café fraco que eu gosto. em uma dessas, fizemos planos para daqui a pouco na vitrola, e começamos a colocar os discos com cheiro antigo em ordem alfabética. a gente tem essa mania de fazer planos pra daqui a pouco um pouco depois. eu gosto deles, e da ordem alfabética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez em que você quis casar com um pote de mostarda, e eu disse que estava enjoado de catchup. casar com a mostarda pode não ser fácil, embora seja saboroso. mas bom mesmo seria casar com o padre e comprar o enxoval em uma rede de fast-food chinesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez do meu parabéns com aquele verde-limão que você sabe que eu gosto, e acho que só gosto tanto desse verde para não entrarmos mais na discussão sobre o verde ser azul.  sabe que eu sinto falta da nossa não concordância sobre a nomenclatura das cores, no fundo eu sei que você sempre tem a razão, e as cores numeradas que me faziam mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez de você no meu ombro triste, pela segunda vez, e eu não quero lembrar desta vez, daquelas pessoas altas naquele cabaret pretensiosamente francês, com gente dançando músicas aleatórias e muitos assobios. lembro, porque foi a vez em que  eu disse i’m not leaving you, porque te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez em que houve homens de plástico que queríamos fabricar, mas ao invés disso, os compramos pela internet e os levamos a um mesmo cinema que não existe mais. teve a vez em que voamos em uma lagosta inflável que nos dizia sobre um lugarzinho antigo aonde nós podemos ficar juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez que fomos visitar uns desenhos que nos garantiram serem lindos, mas em meio de gente nem tanto, não os usamos e acabamos na esquina da raspadinha premiada, sem nenhum prêmio ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez em que a lua estava tão bonita de novo, e dessa vez, a segunda, fui eu que a percebi. em ambas não houve uma vez de lua bonita ao seu lado, nossos amigos nos disseram sobre ela. nessa época já tínhamos amigos, mesmo ainda sendo um pouco contra eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez em que todas as verdades, até então, foram reveladas e eu tive medo de segredos que você agora sabe, e só você sabe como foi difícil descobrir que a chave deles estava sempre debaixo do carpete da escada. no andar de cima, dessa vez fui eu que chorei no ombro da zebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve a vez em que eu fui a liz taylor e atrasei de novo.&lt;br /&gt;teve a vez do gato que eu ainda não tenho, por medo do pulo.&lt;br /&gt;teve a vez em que acordei cedo para ver uma exposição que não existia.&lt;br /&gt;teve o dia que eu voltei, e você foi a primeira a estar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve aquela vez que durou seis meses. e antes, teve a vez em que eu não disse adeus não sabendo que o adeus não dito iria durar tanto. durou tempo suficiente para saber não dizer mais adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes disso houve vezes em inglês, sometimes, with english tea que parecia água suja, curry digital que dava dor de barriga, câmeras obscuras de vigilância, faca e ermo. teve gente perdida na musica do metrô que demorava quase uma hora e meia para chegar, enquanto nós desenhávamos tijolinhos de cocô de beuys nas páginas de torneiras abertas, com jornais sensacionalistas e pés jogados nos bancos do vagão. teve ostras anexadas a camarões olhudos olhando para o pôr-do-sol em waterloo do segundo andar de qualquer ônibus. essas vezes pareciam uma roda-gigante de um olho só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teve também aquela vez em que eu te dei um abraço de aniversário quase um mês depois. teve aquela vez que eu cheguei meio bêbado para um jantar na sua casa com um presente meia-boca, meio bobo das dificuldades de saber se meu problema tinha a ver com o pelo no ovo ou com a galinha. teve também a vez dos espelhos de máscara de coelho, com pisco-sour e pisca-pisca néon, de noite de friozinho gostoso, foi gostoso, foi brilhante como clara de ovo. tem o agora, que também é parabéns. e o depois de muitas outras vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quer assistir ao filme novo da madonna comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;P.S.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os copos de bolinha viraram caco, mas não foi minha culpa, eu juro que não estava no roteiro. os cavalos estão guardados na prateleira, os cavalgo ainda, de vez em quando. não como mais coisas azuis, nem as verdes, mas ainda gosto muito do verde-limão. estou me conformando com a gravata e os enforcamentos e prometo não dar mais bolos. estou mais atento quanto aos atrasos, mas isso eu te digo em uma próxima vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-3786569266028537790?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/3786569266028537790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2011/09/we.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3786569266028537790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3786569266028537790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2011/09/we.html' title='W.E.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-537803792020722706</id><published>2009-06-20T02:22:00.001-03:00</published><updated>2009-06-20T02:24:32.098-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>tonight all those greens are turning blues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-537803792020722706?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/537803792020722706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/06/tonight-all-those-greens-are-turning.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/537803792020722706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/537803792020722706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/06/tonight-all-those-greens-are-turning.html' title=''/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-8241511525171019169</id><published>2009-04-28T05:47:00.006-03:00</published><updated>2009-04-28T05:58:01.121-03:00</updated><title type='text'>anuncio #um.</title><content type='html'>precisa-se de um abalo sísmico, aqui dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-8241511525171019169?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/8241511525171019169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/04/anuncio-um.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/8241511525171019169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/8241511525171019169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/04/anuncio-um.html' title='anuncio #um.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-6013411076556696812</id><published>2009-03-11T04:10:00.021-03:00</published><updated>2009-03-12T04:55:48.197-03:00</updated><title type='text'>imersão.</title><content type='html'>dispersos e indiferentes, sem saber qual direção, não veem o raio verde submergir em um mar de gente distante. então ocorrem novamente afogamentos, e os mesmos naufrágios de antes, de sempre, para que eu me perca só, mais uma vez. só mais uma vez em uma multidão vazia, imerso em uma imensidão de camadas flutuantes. ondas luminosas sobrepostas que vem e recuam. e se vão, se perdem na estiagem, levando projetos de viagem para o fundo, para sempre. projetos em vão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afundo no seco, no vão vazio do banco da estação,&lt;br /&gt;com meus muitos planos não concretizados e viagens sem ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o verão de partida me vê acabar como um raio sem cor em imersão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-6013411076556696812?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/6013411076556696812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/03/imersao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6013411076556696812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6013411076556696812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/03/imersao.html' title='imersão.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-7271114594106150416</id><published>2009-02-27T07:08:00.013-03:00</published><updated>2009-06-16T05:24:55.311-03:00</updated><title type='text'>delphine.</title><content type='html'>não sei fazer planos de viagem, mas vou. repleto de expectativa e incertezas, sem bússola, sem hora e local. um anseio imóvel em trilhos sem para onde, receio. você não é só férias, e aonde nunca realmente importou enquanto você estava lá.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você foi e voltou sem volta. &lt;br /&gt;eu espero, sem desespero, o próximo trem. sem planos ou hora, sem saber se ainda. e se ainda te vir nessa estação, você tão imprevisível com todos os seus planos de incertezas, vagando em um outro vagão, aposto que é somente acaso. talvez improvisaríamos com descaso um breve e imprevisto adeus de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você é uma viagem de mais de um verão, sem ida. eu, partido de partidas, vou, mas te espero vagando pelas estações, por todos os verões tão vagos de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não vou fazer planos de viagem, mas me vou. e quem sabe, em alguma dessas todas estações, poderemos ver &lt;span style="font-style:italic;"&gt;le rayon vert&lt;/span&gt; submergindo, sem verões, praias ou afogamentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-7271114594106150416?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/7271114594106150416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/02/delphine.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/7271114594106150416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/7271114594106150416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2009/02/delphine.html' title='delphine.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-5746420098356373384</id><published>2008-12-31T19:50:00.022-02:00</published><updated>2009-01-07T00:29:01.105-02:00</updated><title type='text'>fim do oito sem fim.</title><content type='html'>a última elipse do oito, um resíduo minguante de duas luas cheias, gêmeas siamesas. uma única luz tímida neste quase sempre céu negro, salpicado de pó de cinza. à espera de estrelas de artifício eclodirem, seria difícil não notar o reluzente arco solitário se reduzindo, predizendo o nove, novo, que está por vir. o porvir parece imperfeito e incompleto. o nove assimétrico, com uma ponta que amedronta; uma afronta ao oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oito infinito que hoje chega ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um ano que girou em torno de órbitas com eixos deslocados, no qual o céu foi partido em oito partes diferentes para que pudéssemos ver que, lá de cima, existem mais estrelas espalhadas pelo chão do que podíamos imaginar. estrelas colossais que irradiam mais intensamente do que qualquer outra. estrelas palpáveis que jamais irão estar em minhas mãos, mas se encaixam perfeitamente em uma centelha do olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tivemos todas e nenhuma para comemorar. mas tivemos o que comemorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois de tantas reviravoltas ao percorrer as duas circunferências justapostas, depois de idas e voltas pelos oito continentes, voltamos diferentes a um novo começo. um começo que tivemos de aprender a admirar de novo, e torná-lo inesquecível como uma estrela morta que nos faz acreditar nela, ao ver seu brilho silencioso em um céu afônico. tivemos de apreender os astros com olhares inquietos, insaciáveis, mas sem frenesi ao devorarmos estrelas. e se antes, as buscávamos com fúria, hoje temos um banquete de pequenas constelações gigantescas, posto diante de nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um oito no qual couberam vários outros. outros ângulos de visão dos quais pudemos ver que o infinito sempre esteve lá. tivemos oito outros motivos para nos fazer acreditar que o infinito podia mesmo ser visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e este oito infinito ficou grande demais para deixarmos de devorar as estrelas com os olhos. mesmo sabendo que só nos restam estrelas artificiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;champanhe, já é meia-noite.&lt;br /&gt;as estrelas artificiais estouram, uma a uma. multicoloridas tingem o céu negro anunciando o final do oito. mas o final do oito são oito. são para sempre.&lt;br /&gt;um princípio.&lt;br /&gt;do fim.&lt;br /&gt;do princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma reação em cadeia ocorre, iluminando o céu de infinitas tonalidades.&lt;br /&gt;o oito se sobrepõe ao nove enquanto a supernova se espalha pelo céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ano que não teria final, não se apaga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-5746420098356373384?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/5746420098356373384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/12/fim-do-oito-sem-fim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/5746420098356373384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/5746420098356373384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/12/fim-do-oito-sem-fim.html' title='fim do oito sem fim.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-5387653432040580914</id><published>2008-12-02T20:21:00.004-02:00</published><updated>2008-12-04T04:20:20.152-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ainda é estranho olhar para aquele mesmo antes como se fosse depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-5387653432040580914?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/5387653432040580914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/12/ainda-estranho-olhar-para-o-antes-como.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/5387653432040580914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/5387653432040580914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/12/ainda-estranho-olhar-para-o-antes-como.html' title=''/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-6377307226887731612</id><published>2008-06-14T07:54:00.005-03:00</published><updated>2008-08-22T17:04:17.805-03:00</updated><title type='text'>um brinde com taças de areia.  (ou a mão que abre mão de acenar)</title><content type='html'>o mar colide em meus pés.&lt;br /&gt;traz na secura da maré alta, os vestígios da ausência oxidada.&lt;br /&gt;inconsistente aço enferrujado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;últimas gotas espumantes de gosto férrico.&lt;br /&gt;que levam nossos nomes até o horizonte, intangível.&lt;br /&gt;mãos vagas percorrem cascos de navios naufragados.&lt;br /&gt;os cacos de areia perfuram os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;embarcações, que de tanto se perderem nesse imenso mar.&lt;br /&gt;fizeram-me notar que já eramos náufragos, mesmo antes de navegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém a bordo.&lt;br /&gt;brindemos à viagem inaugural, sem navios.&lt;br /&gt;com inconsistentes taças submersas na areia.&lt;br /&gt;que nunca transbordam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o mar recua no vidro arenoso.&lt;br /&gt;a terra é firme, eu não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-6377307226887731612?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/6377307226887731612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/06/mo-que-abre-mo-de-brindar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6377307226887731612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6377307226887731612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/06/mo-que-abre-mo-de-brindar.html' title='um brinde com taças de areia. &lt;br&gt; (ou a mão que abre mão de acenar)'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-2130266442627992612</id><published>2008-04-12T09:42:00.004-03:00</published><updated>2008-04-12T13:42:56.025-03:00</updated><title type='text'>café solúvel.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;uma nova dor noturna, semelhante àquela que me levou a tentativas de nunca mais dormir, mas menos espessa dessa vez. dissoluto onírico, antes consistente, se dissolveu no simulacro real, nessa realidade tão dissimulada, tão insossa e tão diluída quanto café sintético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sonhei de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sonhei amargo, mas sem gosto. sonhei, e de novo amanheceu com café, mas sem borra, e sem noites irreais fragmentadas em cacos rubros de porcelana vazia, escorrida pela negra manhã. sobrou-me apenas a água turva de pó solúvel e o amargo diluído, que alude à perda do paladar. insensibilidade sensorial que se estende, da língua para todas as extremidades epiteliais do corpo. cicatrizes irreversíveis de borra, em chamas, que deixaram a pele morta. a manhã é morna e estar acordado pouco importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;costumávamos dizer que sonhos só são memoráveis quando são extremos e substanciais, mesmo que excessivamente amargos. costumava me utilizar da cafeína para permanecer em vigília, livre de alucinações reais em sonhos indissolúveis. o ardor da dor se dissipou na sobreposição das calosidades, decorrentes do descuido. os sonhos não possuem mais gosto algum quando caem sobre a pele, nem resíduos escuros que escaldam ao mínimo toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobra-me a realidade, uma água suja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-2130266442627992612?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/2130266442627992612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/04/caf-solvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/2130266442627992612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/2130266442627992612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/04/caf-solvel.html' title='café solúvel.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-4890059058535082449</id><published>2008-01-18T05:08:00.006-02:00</published><updated>2008-04-12T10:39:59.725-03:00</updated><title type='text'>falando sobre fernando e augusta.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;estavam sentados, frente a frente, àquela mesma mesa circular onde o sempre parecia passar tão rápido. o mundo que girava depressa ao redor deles não era tão maior que o diâmetro da mobília que os separava. se parados naquelas horas, que durariam o tempo necessário para que fossem as melhores horas de suas vidas, a distância pouco importava. eles estavam no topo daquela torre de babel que os rodeava, em extremidades opostas, mas ainda perto um do outro, o que não os impedia de falar. e falavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela falava com tenra nostalgia daquele antes, no qual seus amores gravados em rochas continentais nunca seriam afogados pela elevação do nível do mar. suspirava ao contrário, ao lembrar de desamores voláteis, lacrimejando com o vapor emanado que entrava em seus olhos. ela só queria fugir para algum lugar dentro de si e enfrentar a dificuldade do crescer&lt;em&gt; sola&lt;/em&gt; e longe disso, mas perto daquilo tudo que estava bem diante dos seus olhos inundados. falava sobre se perder em lugares insólitos, para além desses oceanos, onde os idiomas eram tantos, tão fluidos, entretanto, todos se entendiam sem dizer verbos conjugados em um pretérito perfeito. ela temia aquele futuro do presente enevoado no qual sobrenomes pendurados em divisórias de concreto indicam um potencial inutilizado. e ela trocaria as sólidas paredes ocres de concreto para ser &lt;em&gt;una chica almodóvar&lt;/em&gt; no filme daquelas idas e vindas pela &lt;em&gt;calle melancolía&lt;/em&gt;, que eles costumavam chamar de vida. e falava das contas pendentes por verbalizar demais quando o que mais queria era não pagar para ser ouvida. e sabia que jamais seria &lt;em&gt;olvidada&lt;/em&gt; mesmo que ele não mais a ouvisse. ela queria ver o novo de perto, ou de novo aquele longe, mas tinha saudade precoce do agora no qual se perdia, e que chamava de lar. ela falava sobre ir, enquanto ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele falava em ficar, mas não para sempre, e sempre andar por pertos diferentes, mas tinha medo de andar sozinho por &lt;em&gt;el bulevar de los sueños rotos&lt;/em&gt;. e, &lt;em&gt;con ganas de llorar&lt;/em&gt;, falava sobre seus quase-amores que não queria esquecer e sobre navios gigantescos que afundavam como rochas naquele mar de esquecimento. suspirava demasiadamente ao contrário, mesmo sabendo que não deveria fazê-lo, e assim zelava à distância por quem nunca esteve tão perto, afinal, ele entendia muito bem a relatividade das distâncias, e de como o longe pode estar além da linha daquele horizonte curvilíneo da mesa à qual estavam sentados. ele se deixava conduzir pela linha de pensamento que ela citava de seus autores favoritos, e eram tantas as linhas que não cabiam em uma só prateleira da estante. ele a ouvia enquanto desatava os nós de suas linhas que se estendiam infinitamente através das barreiras de concreto. acreditava que a &lt;em&gt;película&lt;/em&gt; inédita de suas vidas não teria uma narrativa linear, e cada cena poderia ser remontada se quisessem, mas sabia que se passaria naquela cidade, sabia quando e como começou, e também sabia a hora em que os créditos apareceriam dizendo sempre que filmes bons não possuem seqüência. ele falava da simplicidade do não que ele não sabia dizer, e também do nada ser tudo, e, mesmo quando não falava nada, ela entendia e ouvia seus verbos de um pretérito imperfeito e ressaltava tudo o que ele pensava não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela era a tradução do verbo naquelas frases.&lt;br /&gt;ele pontuava as orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já não mais falavam nada quando tudo foi dito.&lt;br /&gt;no silêncio das extremidades da mesa, foi ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ya te extraño”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-4890059058535082449?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/4890059058535082449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/01/falando-un-rato-sobre-fernando-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/4890059058535082449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/4890059058535082449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/01/falando-un-rato-sobre-fernando-e.html' title='falando sobre fernando e augusta.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-6676163980117869410</id><published>2008-01-04T05:25:00.000-02:00</published><updated>2008-01-04T05:40:59.756-02:00</updated><title type='text'>oito sem fim.</title><content type='html'>o ano começa com fogos explodindo no céu da boca.&lt;br /&gt;com a procura de pontos luminescêntes no céu púrpura infinito.&lt;br /&gt;gotas de saliva pulverizadas.&lt;br /&gt;estrelas cadentes.&lt;br /&gt;estrelas decadentes.&lt;br /&gt;estrelas presas entre os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ano começa com fúria.&lt;br /&gt;o frenesi pelo novo.&lt;br /&gt;que seja infinitamente novo esse ano.&lt;br /&gt;com estrelas vorazes num céu de violetas que não se apaga.&lt;br /&gt;nunca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-6676163980117869410?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/6676163980117869410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/01/oito-sem-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6676163980117869410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6676163980117869410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2008/01/oito-sem-fim.html' title='oito sem fim.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-3196247095132184631</id><published>2007-11-15T19:41:00.001-02:00</published><updated>2008-04-11T12:22:46.991-03:00</updated><title type='text'>borra.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;de novo aconteceu a dor, o ardor do pó escuro, esquálido, recaindo sobre a pele. e talvez, dessa vez tenha sido mais doloroso ao imaginar, e mais verdadeiro do que quando fora realidade. foi? nunca acreditei naquela madrugada, nos passos lentos embriagados de pesar que se arrastavam por entre os carros e putas aceleradas, em que a chuva fina descia em lágrimas e encharcava a imitação persa no hall de entrada, enquanto eu esperava pelo elevador, elevando a dor, e levando a dor que não escoava. não acreditei nem mesmo na palidez da manhã seguinte, no café requentado quebrando jejum, na caneca, quebrada em mil pedaços no chão da cozinha, no som vermelho estilhaçado quebrando o silêncio e a palidez do domingo, na água suja escorrendo negra sobre a cerâmica do piso frio, por entre aquele eu fragmentado, reduzido a cacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi. e eu nunca quis acreditar. ou preferi não engolir aquele gélido líquido escuro, acreditando que, como nessa noite, tudo aquilo fora um sonho ruim, sumo de grãos apodrecidos coados em uma imaginação fértil, resíduos que entrariam em decomposição facilmente. mas essa podridão às vezes germina, e essa noite, como em outras muitas, a dor brotou mais verossímil e menos palatável do que quando ocorreu naquela atmosfera artificialmente real, mesmo sem chuva, ou carros e putas, sem o carpete, nem o vermelho sobre a cerâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alucinações reais reaquecidas que se misturaram na xícara.&lt;br /&gt;só acredito na dor quando desce pela garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mesmo consciente de ter despertado, as sobras da dor ainda residem ao fundo, e eu não quero acreditar na veracidade desse sonho, ou em um passado frio relido na borra úmida. tento manter-me acordado, o café passado que não côa a dor. o coador sujo na pia, só ecoa os fatos esperando que alguém o lave com suas alvas desculpas insolúveis. as manhãs seguintes, sempre são assim, amargas. a cafeína que já não mais funciona... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-3196247095132184631?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/3196247095132184631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/11/borra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3196247095132184631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3196247095132184631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/11/borra.html' title='borra.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-2968590287789981344</id><published>2007-11-01T04:04:00.001-02:00</published><updated>2009-01-11T09:21:25.709-02:00</updated><title type='text'>respirar boca a boca.</title><content type='html'>única forma de evitar o excesso de hidrogênio e a combustão ao ser tragado pelas águas desoxigenadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;river of sorrow&lt;br /&gt;river of time&lt;br /&gt;don't swallow this time&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-2968590287789981344?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/2968590287789981344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/11/respirar-boca-boca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/2968590287789981344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/2968590287789981344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/11/respirar-boca-boca.html' title='respirar boca a boca.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-3574131833048334945</id><published>2007-10-31T13:57:00.001-02:00</published><updated>2008-04-12T10:40:49.986-03:00</updated><title type='text'>água desoxigenada.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;submerso, me afogo na água doce.&lt;br /&gt;prendo a respiração e desço ao fundo.&lt;br /&gt;afundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A água ("hidróxido de hidrogênio" ou "monóxido de di-hidrogênio" ou ainda "protóxido de hidrogênio") é uma substância líquida que parece incolor a olho nu em pequenas quantidades, inodora e insípida, essencial a todas as formas de vida, composta por hidrogênio e oxigênio. É uma substância abundante na Terra, cobrindo cerca de três quartos da superfície do planeta, encontrando-se principalmente nos oceanos e calota polares, mas também em outros locais em forma de nuvens, água de chuva, rios, aquíferos ou gelo. A fórmula química da água é H2O.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falta o fôlego, não deveria ter mergulhado sem meu par de brânquias.&lt;br /&gt;mas odeio minhas fétidas guelras escamosas, e seu odor de peixe podre que me enoja ao tirar a característica inodora da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus pulmões não funcionam aqui embaixo, na superfície já não eram de grande eficiência.&lt;br /&gt;deficiência respiratória em ambos ecossistemas.&lt;br /&gt;déficit de oxigênio. agá dois ó, dois agás dois ós para fazer um ó dois.&lt;br /&gt;muito trabalho para respirar.&lt;br /&gt;prefiro parar de respirar, sem ó.&lt;br /&gt;sem ó consumo apenas o agá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois agás.&lt;br /&gt;inspira.&lt;br /&gt;vezes dois.&lt;br /&gt;excesso de hidrogênio na correnteza sangüínea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O hidrogênio é um gás extremamente inflamável. Reage violentamente com o flúor e o cloro, especialmente com o primeiro, com o qual a reação é tão rápida e imprevisível que não se pode controlar. Também é perigosa sua despressurização rápida, já que diferentemente dos outros gases, a sua expansão acima de -40°C ocorre com aquecimento, podendo inflamar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hidrogênio é extremamente inflamável no ar (essa probabilidade de se inflamar situa-se entre 4% e 75% por volume de ar). A energia necessária para inflamá-lo é muito pequena e em alguns casos, pode ocorrer auto-inflamação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;entro em combustão espontânea.&lt;br /&gt;a água em ebulição, meu sangue ferve.&lt;br /&gt;frieza animal em um ser humano de sangue quente.&lt;br /&gt;os animais aquáticos ao meu redor são queimados com as chamas propagadas.&lt;br /&gt;calor humano em animais de sangue frio, cardumes complacentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;excuse me&lt;br /&gt;but i just have to explode&lt;br /&gt;explode this body off me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sobrevivo, aos pedaços.&lt;br /&gt;recolho minhas sobras pelo curso do rio.&lt;br /&gt;é apenas uma questão de tempo, ou de sorte, ou de ambos, até que eu possa encontrá-los para me juntar novamente, tomar impulso e voltar a tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i'll be brand new&lt;br /&gt;brand new tomorrow&lt;br /&gt;a little bit tired&lt;br /&gt;but brand new&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deveria deixa-los serem arrastados até o oceano pela correnteza.&lt;br /&gt;mas sou um animal que se afoga em água doce.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-3574131833048334945?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/3574131833048334945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/10/gua-desoxigenada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3574131833048334945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3574131833048334945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/10/gua-desoxigenada.html' title='água desoxigenada.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-4963523734668936490</id><published>2007-09-22T02:06:00.002-03:00</published><updated>2009-01-11T09:20:35.120-02:00</updated><title type='text'>ease your feet in the sea.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;os pés calçados deram tantas voltas, andaram em circulos, tropeçaram em seus cadarços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém os avisou sobre os nós, ninguém se importou com nós.&lt;br /&gt;como é possível caminhar com um único pé?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andar, uma tarefa tão árdua, que implica vários riscos: tropeções, cãimbras, torções, quedas... e ainda se torna mais difícil com um amontoado de lona, couro, borracha, nylon e fibra sintética recobrindo os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os pés se cansaram de caminhar calçados.&lt;br /&gt;cansados de caminhar calados, voltaram ao ponto de partida.&lt;br /&gt;colocaram os sapatos dentro de uma caixa, bem guardados. livres, sentiram a aspereza do piso e pensaram em como a palmilha impedia a sensibilidade de suas solas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;concluíram que por mais confortável que seja o calçado.&lt;br /&gt;é indescritível o prazer de se andar descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ease you're feet off in the sea&lt;br /&gt;my darling it's the place to be&lt;br /&gt;take your shoes off curl your toes&lt;br /&gt;and i will frame this moment in time&lt;br /&gt;troubles come and troubles go&lt;br /&gt;the trouble that we used to know&lt;br /&gt;will stay with us till we get old&lt;br /&gt;will stay with us till somebody decides to go&lt;br /&gt;decides to go&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-4963523734668936490?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/4963523734668936490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/09/ease-your-feet-in-sea.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/4963523734668936490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/4963523734668936490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/09/ease-your-feet-in-sea.html' title='ease your feet in the sea.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-1732947800070044028</id><published>2007-08-26T16:10:00.002-03:00</published><updated>2008-04-12T10:49:36.159-03:00</updated><title type='text'>sinfonia inacabada dos pares de sapatos (ou o infortúnio de se sapatear sobre rosas)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;quarenta e três passos dados, compartilhados, em silêncio. os pés caminham sobre as rosas, os sons são abafados pela acústica floral. não é preciso um farfalhar de folhas secas para que a música seja ouvida, tenho ouvidos apurados, sensibilidade musical nos tendões. e um calcanhar de aquiles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cada passo, o silêncio compassado desses passos me agrada.&lt;br /&gt;uma sinfonia muda de notas e pétalas pautadas em cadarços brancos.&lt;br /&gt;melodias são compostas.&lt;br /&gt;melodias silenciosas sobre rosas expostas, entreabertas ao chão.&lt;br /&gt;melodias sinuosas que se entrelaçam nos laços dos meus sapatos desamarrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite muda.&lt;br /&gt;a noite é muda e grita.&lt;br /&gt;a música cessa sem calar-se.&lt;br /&gt;quem se cala são os pés, calejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pé ante pé. perante os pés musicais que tocam notas semibreves em breves semi-olhares, a música é gritante e toma conta do ambiente sem rosas. não existe mais a suavidade melódica do silêncio, preenchido agora pelas folhas ríspidas e rígidas, a soar em caixas acústicas monofônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;monossílabas pronunciadas acabam com a harmonia sonora.&lt;br /&gt;as rosas que murcharam ou eu que não sei andar sobre elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os discos na parede tocam a mesma velha música estática. os objetos abjetos de vinil, inanimados, intimidam meus pés. outros pés a dançar as músicas não se importam em fazer melodias, não deixando de ser graciosos, mas prefiro pés que criem seus próprios arranjos musicais sobre arranjos florais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;passo a ser apenas outro ouvinte de uma música não autoral.&lt;br /&gt;quarenta e três passos para voltar.&lt;br /&gt;melodias são decompostas.&lt;br /&gt;melodias descompassadas tropeçam no desenlace do cadarço dos seus passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje é domingo, pé de cachimbo.&lt;br /&gt;meio-dia sem melodia.&lt;br /&gt;o silêncio toca ao aparelho telefônico.&lt;br /&gt;mudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;de sapatos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-1732947800070044028?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/1732947800070044028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/08/sinfonia-inacabada-dos-pares-de-sapatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/1732947800070044028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/1732947800070044028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/08/sinfonia-inacabada-dos-pares-de-sapatos.html' title='sinfonia inacabada dos pares de sapatos &lt;br&gt;(ou o infortúnio de se sapatear sobre rosas)'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-8979759577178509331</id><published>2007-08-09T19:54:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T19:56:18.122-03:00</updated><title type='text'>um grito em um par de sapatos gastos.</title><content type='html'>só corro.&lt;br /&gt;socorro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-8979759577178509331?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/8979759577178509331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/08/um-grito-em-um-par-de-sapatos-gastos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/8979759577178509331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/8979759577178509331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/08/um-grito-em-um-par-de-sapatos-gastos.html' title='um grito em um par de sapatos gastos.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-5223552768511839401</id><published>2007-06-30T00:51:00.000-03:00</published><updated>2007-06-30T01:03:52.417-03:00</updated><title type='text'>a mão que reluta em brindar.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RoXVGKafbXI/AAAAAAAAAAk/TKqWcGGAPhU/s1600-h/maos2.jpg"&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081702056408870258" style="BORDER-RIGHT: #909090 1px; BORDER-TOP: #909090 1px; DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; BORDER-LEFT: #909090 1px; CURSOR: hand; BORDER-BOTTOM: #909090 1px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RoXVGKafbXI/AAAAAAAAAAk/TKqWcGGAPhU/s320/maos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no matter where you are&lt;br /&gt;i can still hear you when you drown&lt;br /&gt;you've traveled very far&lt;br /&gt;just to see you I'll come around&lt;br /&gt;when I'm down&lt;br /&gt;all of those yesterdays&lt;br /&gt;coming around&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no matter where you are&lt;br /&gt;i can still hear you when you dream&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;drown - the smashing pumpkins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-5223552768511839401?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/5223552768511839401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/mo-que-reluta-em-brindar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/5223552768511839401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/5223552768511839401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/mo-que-reluta-em-brindar.html' title='a mão que reluta em brindar.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RoXVGKafbXI/AAAAAAAAAAk/TKqWcGGAPhU/s72-c/maos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-3503847025447395113</id><published>2007-06-28T19:35:00.000-03:00</published><updated>2007-06-28T19:43:41.553-03:00</updated><title type='text'>um brinde à ausência.</title><content type='html'>meu navio está partindo agora.&lt;br /&gt;se partindo ao meio, sem nunca ter deixado as docas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;seu casco cai, atracado no cais do porto, desgastado em ferrugem pelo tempo, agora sangra em pó de ferro e se desfaz em finas partículas que tingem o oceano. o oceano que costumava ser azul, agora é vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu dever seria afundar com ele, deveria me jogar ao mar para submergirmos, mas creio que não valha a pena tamanho sacrifício por esse gigante que nem chegou a navegar. navegaríamos juntos. afundaríamos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;observo seu inevitável fim.&lt;br /&gt;aceno com a mão direita enquanto vejo lentamente o monstro de aço por mim construído, pelo tempo destruído, afundar na imensidão e no esquecimento. &lt;br /&gt;aceno e olho a cena.&lt;br /&gt;sei que não há nada mais para fazer agora, com a mão atada que diz adeus para a embarcação. a embarcação ancorada também não pode fazer nada para evitar seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mãos metálicas ancoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aceno com saudade do que nunca aconteceu.&lt;br /&gt;o champagne estragado, nunca usado em sua viagem inaugural, perdeu a efervescência e o frescor. prazos de validade, da bebida e do barco, agora expirados. expectativas apodrecidas, chardonnay estragada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o barco afunda dentro da garrafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aceno com pesar.&lt;br /&gt;sei que a culpa é minha por construir algo mais denso que a água, sobre a água. sei que me equivoquei ao pensar que uma liga metálica seria mais resistente que as simples moléculas desse líquido. eu sei, erroneamente subestimei a água e sua influência química.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seria diferente se o mar fosse um vinho espumante?&lt;br /&gt;não bebi do vinho azedado, mas sinto como houvesse um mar em plena tormenta dentro de mim. as áreas portuárias me causam forte enjôo.&lt;br /&gt;despedidas me causam náuseas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu navio desaparece aos poucos no mar.&lt;br /&gt;água mole, casca dura. tanto bate até que fura.&lt;br /&gt;retalhos de metal espalhados pela orla.&lt;br /&gt;casco amolecido.&lt;br /&gt;o adeus é que é duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;silêncio debaixo d’água quebrado pela cortiça rasgando o céu.&lt;br /&gt;brindemos, eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-3503847025447395113?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/3503847025447395113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/um-brinde-ausncia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3503847025447395113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3503847025447395113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/um-brinde-ausncia.html' title='um brinde à ausência.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-6316509002184222621</id><published>2007-06-18T21:22:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T21:43:38.622-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RnclQTROM1I/AAAAAAAAAAc/Ifq-zayK3OE/s1600-h/sampa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077568066864165714" style="BORDER-RIGHT: #909090 1px; BORDER-TOP: #909090 1px; MARGIN-TOP: 1px; DISPLAY: block; MARGIN-LEFT: 1px; BORDER-LEFT: #909090 1px; CURSOR: hand; MARGIN-RIGHT: 1px; BORDER-BOTTOM: #909090 1px; DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RnclQTROM1I/AAAAAAAAAAc/Ifq-zayK3OE/s320/sampa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;às vezes é difícil encontrar a beleza dos lugares.&lt;br /&gt;precisei subir ao trigésimo quinto andar para achá-la.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-6316509002184222621?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/6316509002184222621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/s-vezes-difcil-encontrar-beleza-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6316509002184222621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/6316509002184222621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/s-vezes-difcil-encontrar-beleza-dos.html' title=''/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RnclQTROM1I/AAAAAAAAAAc/Ifq-zayK3OE/s72-c/sampa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-3867238594882764905</id><published>2007-06-02T04:36:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T06:17:06.746-03:00</updated><title type='text'>cabide vazio.</title><content type='html'>as traças não estão lá&lt;br /&gt;deixam apenas a poeira do que consumiram&lt;br /&gt;acúmulos do suéter velho&lt;br /&gt;pó sobre pó&lt;br /&gt;prova a inexistência das pobres traças&lt;br /&gt;que só têm a lã verde para consumir&lt;br /&gt;o verde mofado do não uso&lt;br /&gt;morfinismo entrelaçado entre os fios&lt;br /&gt;auto-consumo&lt;br /&gt;o vício&lt;br /&gt;pó&lt;br /&gt;o buraco na gola&lt;br /&gt;buraco negro&lt;br /&gt;buraco verde-musgo envelhecido&lt;br /&gt;buraco traiçoeiro&lt;br /&gt;tragando as traças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as traças não estão lá&lt;br /&gt;os buracos sim estão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as traças inexistentes sobreviverão?&lt;br /&gt;o verde, o suéter e o mofo não&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-3867238594882764905?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/3867238594882764905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/cabide-vazio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3867238594882764905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/3867238594882764905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/06/cabide-vazio.html' title='cabide vazio.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-2464667826594882373</id><published>2007-03-10T13:53:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T06:13:21.754-03:00</updated><title type='text'>esqueci de respirar, ainda.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RfLkklT7hFI/AAAAAAAAAAM/0oXekjBpqSc/s1600-h/DSC04614.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5040342250123134034" style="BORDER-RIGHT: #909090 1px; BORDER-TOP: #909090 1px; MARGIN-TOP: 1px; DISPLAY: block; MARGIN-LEFT: 1px; BORDER-LEFT: #909090 1px; CURSOR: hand; MARGIN-RIGHT: 1px; BORDER-BOTTOM: #909090 1px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RfLkklT7hFI/AAAAAAAAAAM/0oXekjBpqSc/s320/DSC04614.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-2464667826594882373?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/2464667826594882373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/03/esqueci-de-respirar-ainda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/2464667826594882373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/2464667826594882373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/03/esqueci-de-respirar-ainda.html' title='esqueci de respirar, ainda.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UVCX16iSDtU/RfLkklT7hFI/AAAAAAAAAAM/0oXekjBpqSc/s72-c/DSC04614.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-936826788254499780</id><published>2007-03-08T23:26:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T06:13:09.959-03:00</updated><title type='text'>movimento respiratório.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Essa cidade, repleta de ladeiras... A falta de espaços planos... Rouba-me o fôlego. Ainda mais em dias quentes, com todo o gás tóxico exalado por escapamentos mal regulados de avenidas onde o tráfego é tão intenso às seis que é mais fácil chegar em casa andando. Mas o andar implica em escalar, e escalar... Ah, como me cansa! São tantas as subidas... São tão íngremes... Eu poderia me recostar em qualquer canto nesse fim de mundo, e apenas ficar rindo da cara dos transeuntes ao passarem ofegantes por mim. Semblante de exaustão, fraqueza nas pernas, falta de oxigenação cerebral, me falta ar nos pulmões... Perna esquerda, perna direita, fraqueza em ambas, bamboleio... Visão ofuscada focando o destino ao longe, o cume, o céu, minha salvação... Meu Deus, como é difícil sair desse buraco! É inútil clamar aos céus, eu sei, não me adianta em nada agora, no meio dessa depressão tão profunda, quem sabe, absoluta. E falo de acidentes geográficos, pois não consigo pensar em psicologia ou espiritualidade com essa escassez de oxigênio percorrendo as vias respiratórias, impedido de passar pelo congestionamento de moléculas de gás carbônico buzinando na hora do rush. O oxigênio deve escalar ladeiras vasculares até o cérebro, eu me canso com sua falta à medida que ele se cansa e desiste de escalar... Desistimos os dois. Perna esquerda, perna direita, fraqueza em ambas, desoxigenação cerebral... Cansado de subir, perco a consciência e caio no cruzamento da Avenida Alveolar com a Bronquíolo. Lá espero alguém para me levar ou para me elevar. Paramédicos e curiosos roubando o oxigênio que preciso, apenas rio, conheço a dificuldade momentânea desse gás em transitar. Ao chegar ao hospital, descubro que o elevador está fora de serviço... É tão árdua toda essa escalada, penso olhando a escada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-936826788254499780?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/936826788254499780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/03/movimento-respiratrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/936826788254499780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/936826788254499780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/03/movimento-respiratrio.html' title='movimento respiratório.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-9088407706241054811</id><published>2007-02-06T13:13:00.000-02:00</published><updated>2007-06-02T06:12:18.476-03:00</updated><title type='text'>receita de um diálogo.</title><content type='html'>Na boca do fogão,&lt;br /&gt;Encorpam-se.&lt;br /&gt;Letras se misturam em verbos e nomes,&lt;br /&gt;ganham volume e consistência&lt;br /&gt;adjetive à gosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sentenças saborosas&lt;br /&gt;sirva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já estão no ponto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-9088407706241054811?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/9088407706241054811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/02/receita-para-uma-conversa-mais-aprazvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/9088407706241054811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/9088407706241054811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/02/receita-para-uma-conversa-mais-aprazvel.html' title='receita de um diálogo.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-116958324684467695</id><published>2007-01-23T18:11:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T18:21:41.156-02:00</updated><title type='text'>another sunny day.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/788/135/1600/231200/assopro.gif"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #909090 1px; BORDER-TOP: #909090 1px; MARGIN-TOP: 1px; DISPLAY: block; MARGIN-LEFT: 1px; BORDER-LEFT: #909090 1px; CURSOR: hand; MARGIN-RIGHT: 1px; BORDER-BOTTOM: #909090 1px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/788/135/320/575119/assopro.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-116958324684467695?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/116958324684467695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/01/another-sunny-day.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/116958324684467695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/116958324684467695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/01/another-sunny-day.html' title='another sunny day.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-116954280262286459</id><published>2007-01-23T06:49:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T07:00:02.630-02:00</updated><title type='text'>dando corda no relógio.</title><content type='html'>botei as engrenagens para funcionar por aqui, depois de algumas horas sentado na frente do computador, café na garrafa térmica e cinzeiro cheio para agüentar o baque da noite em claro. dez toneladas em cada pálpebra, e um dia cheio quando acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pelo menos gostei da coisa toda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-116954280262286459?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/116954280262286459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/01/dando-corda-no-relgio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/116954280262286459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/116954280262286459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/01/dando-corda-no-relgio.html' title='dando corda no relógio.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38587790.post-116879242386776277</id><published>2007-01-14T14:33:00.000-02:00</published><updated>2007-01-23T06:49:25.986-02:00</updated><title type='text'>dez em ponto.</title><content type='html'>o despontar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38587790-116879242386776277?l=dezemponto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dezemponto.blogspot.com/feeds/116879242386776277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/01/dez-em-ponto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/116879242386776277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38587790/posts/default/116879242386776277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dezemponto.blogspot.com/2007/01/dez-em-ponto.html' title='dez em ponto.'/><author><name>mauro pucci</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10705552236708576857</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
